Executivo da Microsoft fala sobre o futuro do CSP no Brasil

Foto André Faria - SmallAndré Faria explica a parceria com a SND e como a distribuidora pode ampliar a linha de serviços de seus clientes

É cada vez mais comum os consumidores se interessarem por soluções de TI na nuvem, inclusive, analistas do setor indicam que tal comportamento tende a crescer. Para atender a essa demanda, uma das mais recentes estratégias da Microsoft foi tornar a SND como a sua distribuidora brasileira oficial de Cloud Solution Provider (CSP).

Dentro do programa Microsoft CSP, a SND passa a oferecer às revendas uma nova modalidade de transacionar softwares/serviços na nuvem e fazer negócio com seus clientes, bem como apresenta uma linha de serviços que agregam valor à computação em nuvem.

Em entrevista para o blog da SND, o Sales Manager da Microsoft, André Faria, oferece sua visão sobre o mercado de softwares em nuvem e fala sobre a parceria. Confira:

O que a parceria entre SND e Microsoft Cloud Solution Provider (CSP) traz de positivo para as empresas brasileiras?

Sabemos que hoje existem muitos clientes que compram softwares e não os utilizam em sua capacidade total. Isso acontece em casos onde as configurações não são adequadas, o usuário não conhece o pacote na sua totalidade; ou quando há redução no quadro de funcionários e a infraestrutura adquirida se torna ociosa.

O CSP é uma modalidade de serviço que, por meio da nuvem, facilita aos clientes a decisão de uso e dá mais autonomia na contratação do serviço.  Assim, o objetivo maior do programa CSP é adequar o serviço à necessidade do cliente, para que ele pague somente pelas tecnologias consumidas, além de ter disponíveis serviços à parte que podem ser acrescentados ou removidos ao longo do tempo.

Como funciona o sistema de uso e consumo do CSP?

Muitas empresas investem em tecnologias, como computadores, servidores e softwares, para atender projetos pontuais. Acontece que, depois de algum tempo do projeto finalizado, toda essa infraestrutura tende a ficar ociosa.

O CSP é o pontapé da Microsoft de um modelo contratual que permite que o cliente faça um balanceamento e pague realmente pela tecnologia que usou em determinado período. Quando conectamos isso ao cenário brasileiro atual, é um avanço, principalmente quando falamos de pequenas e médias empresas. Para a Microsoft, é interessante ajudar as empresas a fazerem mais em termos de tecnologia, além de fazer com que essas novas tecnologias estejam acessíveis e caibam no orçamento destas empresas.

Pelo pagamento por uso, o CSP permite que pequenas e médias empresas invistam mais em tecnologia nos períodos em que realmente necessitam, obtendo, assim, resultados rápidos e aumento da receita.

Qual é a cultura dos empresários brasileiros em relação à compra de software hoje? Estão preparados para essa modalidade?

Acredito que sim. Até porque o empresário brasileiro, naturalmente, é muito criativo. Ou seja, está sempre buscando alternativas que o ajudem a fazer mais com menos. Por isso, a Microsoft já tem visto a boa aceitação do CSP e também vê potencial de crescimento, de modo que consideramos a SND um parceiro estratégico para ampliar a adesão ao programa, tanto das revendas quanto dos consumidores.

O CSP é um modelo muito coerente com a situação atual do Brasil. Com a restrição de crédito, muitas vezes, grandes projetos ficam parados por conta do valor de alguns softwares. No caso do CSP, como o pagamento é mensal, isso facilita muito a vida do empresário, ajudando no fluxo de caixa e no giro dos clientes.

A Microsoft já trabalhava com cloud computing para empresas no Brasil antes do lançamento do CSP. O que mudou?

Sim. Há pelo menos cinco anos, a Microsoft já trabalha com computação em nuvem para o mercado corporativo no Brasil. Entretanto, as soluções de nuvem antes do CSP eram oferecidas em um modelo mais tradicional, no qual o cliente pagava adiantado por um ano de serviço.  Então, a pessoa pagava um valor referente a uma quantidade de usuários, durante 12 meses, e não tinha a possibilidade de decrescer. Era um modelo pré-pago, diferente do CSP, que oferece um modelo de consumo. Essa flexibilidade é a característica principal deste novo conceito de cloud computing.

E como vai funcionar a parceria entre a Microsoft e a SND?

A Microsoft tem uma estratégia muito forte em cima do CSP, e a SND, como distribuidora de grande abrangência, tem capacidade de elevar a modalidade para revendas, o que nos permite um avanço de marketing acelerado neste segmento. Com um distribuidor como a SND, que tem a capilaridade como um diferencial, o programa chegará rapidamente a milhares de revendas e clientes em todo Brasil.

Quais são as expectativas dessa linha de negócios para os próximos anos?

A Microsoft entende que a modalidade CSP é o seu principal modelo de crescimento para os próximos anos, no Brasil ou em outro lugar. O CSP é a modalidade que a Microsoft tem investido por ser a modalidade de compra e venda do futuro.

Como é o cenário internacional em relação a essa nova modalidade?

O Brasil foi pioneiro na modalidade. Por isso, a Microsoft investe muito em cloud computing e em data center no Brasil, justamente por entender que é um país importante para o desenvolvimento da sua estratégia de cloud. Particularmente, penso que não estamos atrás do mercado norte-americano. Em termo de oferta do CSP, considero que o mercado brasileiro, inclusive, está mostrando que já tem um nível de maturidade, e que consegue assimilar inovações, pois enxerga os benefícios desses produtos.

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